A juíza do Tribunal Supremo, Anabela Couto Valente, recorreu a fóruns jurídicos para sugerir que alguns dos seus colegas têm utilizado as redes sociais como plataforma para almejar o cargo de Presidente do Tribunal Supremo, atualmente ocupado por Joel Leonardo.
Anabela Couto Valente, que ascendeu ao cargo de juíza do Tribunal Supremo pelas mãos de Joel Leonardo, afirmou que tem acompanhado "os falsos, difamatórios e caluniosos panfletos e retóricas publicados", destacando, em particular, o Portal Club-K, e o canal no YouTube "EMSTV", do ativista Jota Privada. A juíza identificou esses canais como sendo uma plataforma de elementos que vivem fora de Angola.
De acordo com Anabela Couto Valente, estas plataformas "têm sido financiadas por colegas nossos para fazerem tais publicações, com o intuito de inverter a pirâmide de valores na carreira, desestabilizar e desacreditar magistrados judiciais, incluindo os próprios colegas. Essa é a apetência, ambição e ganância pela obtenção do cargo de Presidente do Tribunal Supremo e do CSMJ", considerando que "a luta por este cargo já vem de há muitos anos".
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Ela acrescenta: "Contudo, com jogos sujos e lamacentos, jamais conseguirão alcançar os seus intentos. A marcha continuará no seu rumo. A hora é agora, ela chegou e está sob comando divino. Deus mais uma vez operou e continuará a operar... é apenas uma questão de tempo e paciência. A era da luz chegou". A nota de Anabela Couto Valente foi amplamente distribuída nas plataformas dos juízes em Angola.
Vale recordar que Anabela Couto Valente foi a juíza escolhida por Joel Leonardo para presidir ao julgamento dos processos contra os generais Manuel Vieira Dias "Kopelipa" e Leopoldino do Nascimento. Recentemente, a mesma foi mencionada numa publicação do jornalista Graça Campos, sendo citada como alguém que teria assumido receber "ordens superiores".
Durante o julgamento dos generais Kopelipa e Dino Fragoso, Anabela Couto Valente causou controvérsia ao admitir, de forma audível, que existiam "ordens superiores" para acelerar o processo. A declaração foi feita enquanto justificava a necessidade de retomar o julgamento no dia 19, após uma interrupção devido à ausência de um intérprete de mandarim. A confissão gerou reações imediatas, com um advogado de defesa exigindo explicações sobre a origem dessas ordens, enquanto a audiência reagia com gargalhadas.
O episódio alimentou suspeitas de que o julgamento, que envolve dois antigos aliados de José Eduardo dos Santos, está a ser conduzido sob pressão externa. Observadores apontam que as "ordens superiores" podem já ter determinado o desfecho do caso, independentemente das provas apresentadas. O incidente expôs um embaraço para o sistema judicial angolano, levantando sérias questões sobre a independência e a transparência do processo.
Club-K
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