A CULPA “TAMBÉM” É DA COBRA- JORGE EURICO


   As palavras mal escolhidas são perigosas. Podem desencadear crises diplomáticas e guerras. Reviravoltas eleitorais e perda de confiança política. Mas quem tem “boca de sacola” está nem aí para as consequências. Está sempre a tagarelar para evitar comichão quando a língua está descansadinha no assoalho da boca. Os anais registam casos de intelectuais e Figuras Públicas que causaram polémicas ou desastres por escolherem as palavras incertas para abordar temas políticos ou moralmente sensíveis. 


  Albino Pakissi dá aulas de Metodologia de Investigação e Filosofia do Direito na Universidade Metodista de Angola (UMA). Recentemente fez um apontamento nas Redes Sociais para aparentemente inocentar a UNITA do desastre político e diplomático ocorrido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, em virtude de as autoridades não terem autorizado a entrada em território nacional de alguns convidados para participar do colóquio internacional organizado pela UNITA em Benguela. Entre os convidados havia alguns rufias e políticos de “baixa renda” para completar o ramalhete. 


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  O professor universitário escreveu o seguinte: “Mas a UNITA também errou, não podia avisar um dia antes, quando os convites foram feitos há muito tempo. Corrijam isso tb”. Gramaticalmente “também” é um advérbio de inclusão. Não acredito que um professor universitário tenha um vocabulário mindinho ou problemas com “Lindly Cintra e Celso Cunha”. Albino Pakissi invocou  o advérbio de inclusão “também” para justificar o erro da UNITA. Mais ou menos como na narrativa bíblica de Génesis na qual Eva tenta assacar a responsabilidade do seu pecado à serpente, depois de ter comido o fruto proibido. 


  O comentarista pretendeu fazer um jogo semântico para advogar os argumentos de quem verdadeiramente tem culpas no cartório em relação ao episódio em apreço. Mais ou menos do tipo: A UNITA falhou, mas a culpa “também” é do Governo! Quem for política e intelectualmente honesto vai concluir que tudo aconteceu por obra e graça da UNITA.  A “ciganisse intelectual” de Albino Pakissi é como uma canção de ninar que serve para e enganar incautos. O uso do advérbio de inclusão “também” visa desresponsabilizar a UNITA pelo incidente ocorrido e embaraçar o Estado angolano. 


  Duas coisas: Primeira, a UNITA tem de esclarecer de uma vez por todas se o seu adversário político é o MPLA ou as instituições do Estado. Segunda, Albino Pakissi deve fazer a fineza de esclarecer o que pretendeu dizer com o “também”. O País ficou sem saber se Albino Pakissi defende que a responsabilidade sobre o incidente político e diplomático do Aeroporto 4 de Fevereiro deve ser solidária. Deve ser partilhada entre a UNITA e a Pessoa Colectiva que gere os negócios do Estado: O Executivo! Se não foi esse o seu juízo, que Albino Pakissi se levante e venha a público fazer uma das duas coisas: Pedir desculpas ou esclarecer o seu “também”.


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